Os acontecimentos da última semana mostraram que é um erro pensar que uma pessoa pública não pode ser atingida por uma crise. Todo e qualquer indivíduo que deseje ingressar na carreira política está sujeito a problemas envolvendo sua imagem.
Apesar de indesejada, uma crise de imagem pode ser revertida por uma assessoria preparada para identificar a ocorrência e implementar um bom gerenciamento de crise, adotando um plano de emergência com boas práticas.

1 minuto para perder tudo
Na última semana, um caso que ganhou a internet demonstrou como apenas 1 minuto dentro de um podcast de 4 horas foi suficiente para pôr abaixo a carreira de uma pessoa pública.
No 7 de fevereiro, durante a gravação do programa ‘Flow Podcast’ junto dos convidados e deputados Tábata Amaral e Kim Kataguri o youtuber e apresentador Bruno Aiub (conhecido como Monark) fez sua defesa da legalidade de um partido nazista no Brasil.
O trecho com apologia ao nazismo subiu para os assuntos mais comentados do Twitter, com mais de 549 mil menções e enorme repercussão negativa. Em comunicado, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) retirou do Flow Sport Club, programa de esportes da empresa, os direitos de transmissão do campeonato carioca de futebol. Outras 17 marcas também retiraram o patrocínio da empresa.
Se não bastasse o prejuízo de ordem financeira, mais de 30 pessoas que já haviam ido ao programa solicitaram que suas entrevistas fossem removidas do canal. Foi o caso de Dan Stulbach, Tico Santa Cruz, Gabriela Prioli, Benjamin Back, Lucas Silveira, MV Bill, João Gordo e Diogo Defante.
Crise de imagem política
Afinal, o que fazer durante uma crise de imagem? Será que é possível reduzir os comentários sobre o caso? Ou, pelo contrário, é melhor assumir os problemas publicamente? E qual é o papel das redes sociais nessa história toda?
O episódio da última semana revelou como a maior parte das pessoas públicas reagem diante de momentos de insegurança: ficam sem saber como proceder.
Uma crise de imagem pública é qualquer acontecimento ou sequência de eventos com capacidade de abalar a imagem do político diante dos eleitores e seus pares da carreira pública, ao criar incertezas e ameaças aos objetivos estabelecidos para o mandato.
Por mais idôneo que seja, e de fato não tenha feito nada de errado, estamos vivenciando um tempo marcado pela veiculação recorrente de fake news e qualquer um pode ter problemas com falas impensadas, boatos e armações.
Uma assessoria treinada para o gerenciamento de crises atua na preservação da imagem e reputação de um político, partido ou candidato. Afinal, sem uma boa imagem perante a opinião pública, a vida e o caminho político não são nada.
Em grande parte dos casos, o trabalho de reconstrução da imagem pode durar muitos anos. Sendo assim, a melhor alternativa é fazer um bom mapeamento dos riscos para identificar todos os possíveis cenários e analisar os adversários.
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Publicado originalmente no Hojemais. Leia a publicação original.